"Subversão e a corrupção moral da sociedade" por ex-agente KGB

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"Subversão e a corrupção moral da sociedade" por ex-agente KGB

Mensagem  Karla Cristina em Sab 5 Nov - 20:51

Bom vídeo. Todo o plano começa a partir da desmoralização e subversão dos valores morais de forma relativamente lenta, mas sempre contínua e progressiva, implementada por uma estratégia ideológica marxista-leninista extremamente bem estudada, sendo toda base propagandista desta ideologia a utópica e falsa idéia de igualdade, cujo objetivo não é tornar essa pseudo igualdade em uma possível realidade, mas sim promover a luta de classes, o que resulta em caos e desestabilização.

Finalmente, afirma que a crença religiosa poderá salvar a humanidade da catástrofe.










Apesar do vídeo ser de 1983, retrata exatamente o que está acontecendo com o Brasil. Mais Tomas no vídeo aí embaixo:



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Karla Cristina

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Re: "Subversão e a corrupção moral da sociedade" por ex-agente KGB

Mensagem  Karla Cristina em Sab 5 Nov - 21:29

Os vídeos em texto:

Tomas Schuman, nome adotado depois da deserção da extinta União Soviética é, na realidade, Yuri Alexandrovitch Bezmenov, ex-agente de propaganda da KGB.

A palestra foi realizada na Summit University em Los Angeles, em 1983, e trata das estratégias e táticas aplicadas pela União Soviética em países-alvo visando a implantação do comunismo no planeta. Você não precisa se preocupar com a data e o tempo transcorrido, pois o seu conteúdo permanece mais atual do que nunca. Você mesmo comprovará isso lendo os textos que foram divididos em sete partes seguindo a divisão dos vídeos.

É muito importante que você leia os textos e assista aos vídeos no YouTube. Eles não são uma relíquia para que você possa entender mais sobre a Guerra Fria. Não!!! Eles explicam o que vem ocorrendo no mundo nas últimas décadas, e que continuará ocorrendo nas próximas. Então, se você quer entender o que ocorre ao seu redor, sugiro que faça um esforço intelectual e um pequeno investimento de tempo. Garanto que não se arrependerá.

Boa leitura!

Tomas Schuman (Yuri Bezmenov) L.A. 1983 pt. III
Soviet Defector from Novosti Press KGB Propaganda Expert

Vídeo 1/7
Subversão é o termo, se você olhar no dicionário ou código penal deste assunto normalmente explicado como uma parte de uma atividade para destruir coisas como religião, governo, sistema, sistema político, econômico de um país, e normalmente é ligado a espionagem e coisas românticas como explodir pontes, descarrilar trens, atividade capa e espada estilo Hollywood.

Quando... O que vou falar a respeito agora não tem absolutamente nada a ver com o clichê de espionagem ou a atividade de coletar informação. Então o maior erro ou conceito errado, eu acho, é que quando estamos falando de KGB, por alguma razão estranha, de produtores de Hollywood a professores de ciência política e (aspas) “especialistas” em assuntos soviéticos, - kremlinólogos, como se autodenominam – eles acham que a coisa mais desejável para Andropov e toda a KGB é roubar o esquema de algum jato supersônico trazer de volta prá União Soviética e vender para o complexo industrial militar soviético.

É apenas em parte verdadeiro. Se tomarmos todo o tempo, dinheiro, e mão-de-obra que a União Soviética e a KGB em particular gasta fora das fronteiras da URSS descobriremos – claro que não há estatísticas oficiais ao contrário da CIA ou FBI – que a espionagem como tal ocupa apenas dez a quinze por cento do dinheiro, tempo e mão-de-obra. Quinze por cento da atividade da KGB. Os oitenta e cinco por cento restantes são sempre subversão. E ao contrário de um dicionário de inglês, - dicionário Oxford – subversão na terminologia soviética significa sempre uma atividade distratora e agressiva visando a destruir o país, nação ou área geográfica do seu inimigo. Então não há românticos lá, de forma alguma. Nada de explodir pontes, nada de microfilmes em latas de Coca-Cola, nada desse tipo! Sem nonsense James Bond!

A maior parte... Esta atividade é aberta, legítima e facilmente observável se você se der ao tempo e trabalho de observá-la, mas, de acordo com a lei, e sistemas fiscalizadores da civilização ocidental, não é crime! Exatamente por causa do conceito errado, manipulação de termos. Nós achamos que o subversor é uma pessoa que vai explodir nossas lindas pontes! Subversor é um estudante que vem para intercâmbio, um diplomata, um ator, um artista, um jornalista, como eu – fui – há dez anos.

Bem, subversão é uma atividade que é uma via de duas mãos. Você não pode subverter um inimigo que não quer ser subvertido. Se vocês conhecem a história do Japão, por exemplo... Antes do século XX o Japão era uma sociedade fechada. No momento em que um barco estrangeiro chega às margens do Japão o exército imperial japonês educadamente os mandava sumir. E se um vendedor americano chega às margens do Japão, digamos uns sessenta, setenta anos atrás, e diz “Oh, eu tenho um aspirador de pó muito lindo pra você! sabe, com um bom financiamento...”. “Por favor, deixe-nos. Não precisamos do seu aspirador.” Se não forem embora, eles atiram. Para preservar sua cultura, ideologia, tradição, valores, intactos. Você não foram capazes de subverter o Japão. Vocês não podem subverter a União Soviética, porque as fronteira estão fechadas, a mídia é censurada pelo governo, a população é controlada pela KGB e polícia interna. Com todas as lindas figuras lisas da revista TIME e Magazine América, que é publicada pela embaixada americana em Moscou você não pode subverter os cidadãos soviéticos porque a revista nunca CHEGA aos cidadãos soviéticos. Ela é coletada das bancas e jogada na lata de lixo.

A subversão só pode ser bem sucedida quando o iniciador, o ator, o agente da subversão tem um alvo que responde. É um tráfego de mão dupla. Os EUA são um alvo receptivo de subversão. Não há resposta similar àquela dos EUA à União Soviética. Ela pára em algum lugar no meio do caminho, nunca chega aqui.
A teoria da subversão remonta a dois mil e quinhentos anos atrás. O primeiro se humano que formulou as táticas de subversão foi um filósofo chinês chamado Sun Tsu. Foi um conselheiro para várias côrtes imperiais na China antiga. E ele disse – após longa meditação – que para implementar... Para implementar política estatal de uma maneira belicosa é o mais contra produtivo, bárbaro e ineficiente lutar num campo de batalha.
Vocês sabem que a guerra é a continuação da política estatal, certo? Então se você quer implantar com sucesso sua política estatal e começa a lutar, esta é a maneira mais idiota de fazer. A mais alta arte da guerra é não chegar a lutar. Mas subverter qualquer coisa de valor no país do seu inimigo até o momento em que a percepção da realidade do seu inimigo deteriora a ponte de ele não perceber você como um inimigo e que o seu sistema, a sua civilização e suas ambições parecem ao seu inimigo uma alternativa se não desejável, então ao menos factível. “Antes vermelho que ser morto.” Esse é o propósito final, a etapa final da subversão, após o qual você pode simplesmente dominar seu inimigo sem disparar um tiro... se a subversão for bem sucedida. Isto é basicamente o que a subversão é.

Como vocês podem ver, nenhuma menção a explodir pontes. Claro que Sun Tsu não sabia muito sobre explodir pontes. Talvez não houvesse tantas pontes naquela época.

Mas... o básico da subversão está sendo ensinado a todo aluno da escola da KGB na URSS e a oficiais de academias militares. Eu não sei se o mesmo autor está incluído na lista de leituras para oficiais americanos sem falar de estudantes comuns de ciência política. Eu tenho dificuldade de achar a tradução de Sun Tsu na biblioteca universitária em Toronto e depois aqui em Los Angeles, mas é um livro que não está “disponível”; ele é FORÇADO pra todo estudante na URSS. Todo estudante que se pensa que lidará mais em sua carreira com estrangeiros.

O que é subversão?

Basicamente consiste de quatro períodos, temporalmente. Se começarmos aqui e formos neste sentido no tempo... certo? Aqui é o ponto inicial. A primeira etapa da subversão é o processo chamado basicamente desmoralização. Fala por sí o que é.

Desmoralização
Leva, digamos, de quinze a vinte anos para desmoralizar uma sociedade. Por que quinze ou vinte anos? Esse é o tempo suficiente para educar uma geração de estudantes, ou crianças.



Vídeo 2/7

Uma geração. Um tempo de vida de uma pessoa, de um ser humano, que é dedicado a estudar, a formar a mentalidade, ideologia, personalidade. Não mais, não menos. Normalmente leva de quinze a vinte anos. O que inclui? Inclui: Influenciar, ou... – por vários métodos: infiltração, métodos de propaganda, contatos diretos, não importa muito, vou descrevê-los depois – várias áreas onde a opinião pública é formada ou moldada.

Religião, sistema educacional, vida social, administração, sistema fiscalizador legal, militar, é claro, e relações de trabalho (trabalhador) – patrão, economia, OK? Cinco áreas. Não vou escrever porque não vamos ter espaço suficiente. Às vezes quando descrevo todos os métodos alunos me perguntam “Você tem certeza de que isso é o resultado da influência soviética?” Não necessariamente. Veja, a tática da subversão sobre a qual estou falando é similar à arte marcial, a arte marcial japonesa. Se alguns de vocês estão familiarizados com esta tática, provavelmente vão lembrar que se um inimigo é maior, mais pesado que você, seria muito doloroso resistir a seu golpe direto. Se uma pessoa mais pesada quer me acertar no rosto, seria muito ingênuo e contra produtivo eu para seu golpe. A arte chinesa e japonesa do judô nos diz o que fazer. Primeiro evitar o golpe, e então agarrar o punho e continuar seu movimento na direção em que estava antes. Certo? Até que o inimigo bata na parede. Viu? Então... o que acontece aqui... O país-alvo obviamente faz algo errado. Se é uma sociedade livre, democrática, há vários movimentos diferentes dentro da sociedade.
Há, obviamente, em toda sociedade, pessoas que são CONTRA a sociedade. Podem ser criminosos comuns, em discordância com a política estatal, inimigos declarados, simples personalidade psicóticas que são contra tudo... Certo? E, finalmente, há o pequeno grupo de agentes de uma nação estrangeira comprados, subvertidos, recrutados. Certo? No momento em que todos estes movimentos estiverem direcionados em uma direção, - certo? – esta é a hora de agarrar este movimento e continuá-lo até que o movimento force a sociedade inteira ao colapso, à crise, certo?

Então esta é exatamente a tática da arte marcial. Não paramos um inimigo, nós o deixamos ir, AJUDAMOS ele a ir na direção em que nós queremos que eles vão. OK?
Então, na etapa de desmoralização, obviamente há tendências em cada sociedade, em cada país, que estão indo na direção oposta dos princípios e valores morais básicos. Tirar vantagem destes movimentos, faturar em cima deles é o maior propósito do originador da subversão.

Então nós temos:

1. Religião;
2. Educação;
3. Vida social;
4. Estrutura de poder;
5. Relações de trabalho – sindicatos;
6. Lei e ordem.

Estas são as área de aplicação da subversão. O que significa exatamente?

Religião: Destrua-a. Ridicularize-a. Substitua-a por várias seitas, cultos, que leva a atenção das pessoas, a fé, seja ela ingênua, primitiva... não importa muito – desde que o dogma religioso basicamente aceito seja erodido devagar e levado para longe do propósito supremo da religião, - manter as pessoas em contato com o Ser supremo – isto serve ao propósito. Logo, substitua as organizações religiosas aceitas, respeitadas, por organizações fajutas. Distraia a atenção das pessoas da fé real e atraia-as a várias fés diferentes.

Educação: Distraia-os de aprender algo que seja construtivo, pragmático, eficiente. Ao invés de matemática, física, línguas estrangeiras, química, ensine-os a história do conflito urbano, comida natural, economia doméstica, sua sexualidade, qualquer coisa, desde que te afaste, OK?

Vida social: Substitua as instituições e organizações tradicionalmente estabelecidas por instituições fajutas. Tire a iniciativa das pessoas, tire a responsabilidade das ligações naturalmente estabelecidas entre indivíduos, grupos de indivíduos e a sociedade como um todo e substitua-os por órgãos artificialmente e burocraticamente controlados. Ao invés de vida social e amizade entre vizinhos, estabeleça instituições de assistentes sociais. Pessoas que estão na folha de pagamento de quem? Sociedade? Não. Burocracia. A principal preocupação dos assistentes sociais não é a sua família, não é você, não é a relação social entre grupos de pessoas. A preocupação principal é pegar o contracheque do governo. Qual será o resultado do serviço social deles? Não importa realmente. Eles podem desenvolver todo tipo de conceitos para mostrar pro governo e para o povo que eles são úteis. OK. Pra longe dos elos naturais.

Estrutura de poder: Os órgãos naturais de administração que tradicionalmente ou são eleitos pelo povo em geral ou indicados pelos líderes eleitos da sociedade são substituídos ativamente por órgãos artificiais. Órgãos de pessoas, grupos de pessoas que ninguém elegeu, jamais! Na verdade, a maioria das pessoas não gosta deles de jeito nenhum, mais ainda assim eles existem. Um destes grupos é a mídia. Quem os elegeu? Como pode eles terem tanto poder? Poder quase monopolista sobre a sua mente! Eles podem violentar sua mente! Mas quem os elegeu? Como pode... Eles são... eles têm ousadia de dizer o que é bom ou ruim para o Presidente – eleito por vocês – e seu governo. Quem diabos são eles?! Spiro Agnew, que era odiado pela esquerda liberal, os chamou de “tropa de esnobes despudorados” e é exatamente o que são. Eles acham que sabem. Não sabem! O nível de mediocridade! Em grandes estabelecimentos como New York Times, Los Angeles times, grandes redes de televisão, você não tem que ser um jornalista excelente. Você tem que ser exatamente um jornalista medíocre. Você tem sua bela e boa renda: cem mil dólares por ano. E pronto. Se você é melhor ou pior, não importa mais, desde que você sorria pra câmara e faça seu trabalho. É isso. Não há mais concorrência. Estrutura de poder lentamente é erodida pelos órgãos e grupos de pessoas que não têm nem qualificação, nem a vontade do povo para mantê-los no poder, e ainda assim eles têm poder. OK.
Junto com isto há outro processo.

Fiscalização, lei e ordem: a organização está sendo erodida. Nos últimos vinte, vinte e cinco anos se você ver os filmes antigos e os filmes novos, você verá que nos filmes novos um policial, um oficial do exército americano parece burro, raivoso, psicótico, paranóico. E o criminoso parece legal, tipo... bem... Ele fuma maconha e injeta a droga qualquer... mas basicamente ele é um ser humano bonzinho. Ele é criativo. E ele é improdutivo só porque a sociedade o oprime, enquanto um general do Pentágono é sempre por definição um burro, um maníaco guerreiro. O policial é um porco. Um policial rude, ele abusa do poder. Sabe? Uma generalidade... uma generalização como esta. O ódio, a desconfiança para com as pessoas que devem te proteger e fazem cumprir a lei e a ordem. Relativismo moral.

Vídeo 3/7


O processo Ângelo Buono durou dois anos em Los Angeles e ainda assim há alguns advogados que dizem: “Olha... ele é um bom sujeito, na verdade.” Houve testemunhas que disseram – também criminosos – disseram... “Ora, ele é um cara legal! Um dia eu pedi pra ele queimar a casa do meu inimigo e ele não quis!” Sujeito legal! Erosão. Uma substituição lenta dos princípios morais básicos, onde um criminoso não é bem um criminoso; ele é um réu, mesmo que sua culpa esteja provada. Há ainda uma dúvida. Matar ou não matar, ser ou não ser. “Não matarás!” Sim! Mas esta fala pode não ser necessariamente aplicável a um assassino! “Não assassinaras!” – esta deveria ser a premissa, e não “Não matarás”.

Relações trabalhistas: Nesta etapa, dentro de quinze a vinte anos, nós destruímos os elos tradicionalmente estabelecidos de negociação entre patrão e empregado. A clássica teoria marxista-leninista de troca natural de bens: uma pessoa “A” tem cinco sacas de cereais e uma pessoa “B” tem cinco pares de sapatos, e a troca natural sem dinheiro é quando eles negociam entre si, e apenas com a introdução da terceira “C”, um completo terceiro alienígena, estranho, que diz: “Não dê a ele as cinco sacas de cereal. Dê-as a mim. E você me dê seus cinco pares de sapatos e eu distribuirei de acordo.”

Então a economia irá...(balançar) Esta é a morte da troca natural, a morte da negociação natural.
Bem, os sindicatos foram estabelecidos há cem anos. O objetivo era melhorar as condições de trabalho e proteger os direitos dos trabalhadores daqueles patrões que estavam abusando de seu direito porque tinham mais dinheiro. Objetivamente, naquela época, inicialmente o movimento dos sindicatos funcionou de fato. O que vemos agora é que o processo de negociação não está mais resultando no acordo que leva diretamente à melhora de condições de trabalho e aumento de salário. O que vemos é que após cada greve prolongada os trabalhadores perdem. Mesmo que tenham aumento de dez por cento em seus salários eles não conseguem recuperar por causa da inflação e do tempo perdido. Mais que isso! Milhões de pessoas sofrem com aquela greve porque agora a economia é interdependente, está entrelaçada como um único corpo. Se antes os siderúrgicos, digamos cem anos atrás, poderiam entrar em greve, ninguém sofreria. Agora e impossível. Se um lixeiro entra em greve hoje, o resto da cidade de milhões fica fedendo. Quer dizer, faltará o serviço. Em Quebec, por exemplo, os eletricistas [eletricitários] entraram em greve no meio do inverno! Você pode congelar seu traseiro, e ainda assim eles estavam em greve. Eles recuperaram o salário? Não! Eles perderam! Quem ganhou com isto? Os líderes do sindicato. Qual é o motivo da greve? Melhorar as condições do trabalhador? Não! Óbvio que não é! Então qual é? I-de-o-lo-gia! Prá mostrar prá esses capitalistas! E a horda obediente de trabalhadores, como ovelhas, seguem essa gente, e não podem desobedecer. Por quê? Porque se desobedecerem, você sabe o que acontece com eles. Piquetes! Assassinatos! Caminhoneiros baleados! ... por piqueteiros. Em Montreal, por exemplo, vi quando fui correspondente da CBC, Canadian Broadcasting Corporation Internacional, quando trabalhadores de uma fábrica de aeronaves destruíram computadores e equipamentos na fábrica e a administração contratou fura-greves seus carros foram virados de ponta-cabeça e queimados. Suas casas foram queimadas! Seus filhos foram intimidados e houve vítimas, disto vocês podem ter certeza. Por quê? Prá melhorar as condições dos trabalhadores? Não! Ideologia! OK, isto é o que basicamente acontece.
Pode ou não acontecer sem a ajuda da URSS, mas as tendências naturais estão sendo bastante aproveitadas e exploradas pelos sistemas de propaganda soviéticos.

Como? Sempre que um sindicato entre de greve, temos um influxo de propaganda, mídia de massa, disseminação ideológica. O direito dos trabalhadores! E repetimos como papagaios: “Sim, o direito dos trabalhadores.” Direito de quem? Dos trabalhadores? Não! A única liberdade do trabalhador – vender o seu trabalho de acordo com seu próprio desejo e vontade – é tirada dele! Por quem? Pelo chefe do sindicato. Poder ilimitado é dado. Responsabilidade. Quero vender meu trabalho, não por 2,50 a hora, mas por 2,00. Eu não tenho o direito! Minha liberdade é negada a mim. Eu sei que se eu vender meu trabalho por 2,00 a hora e não por 3,00 eu concorrerei melhor com o outro cara, que é preguiçoso, e mais ambicioso. Eu não preciso de 3,00! Preciso apenas de 2,00. Não! Fui forçado a acreditar pela mídia, pelas empresas, por agências publicitárias que eu preciso de mais e mais e mais! Já viram algum comercial na TV prá consumir menos? Não! De jeito nenhum! Se você precisa de um carro de seis cilindros ou não, você tem que comprar, e anda logo! Quando eu estava dirigindo para cá, na estação de rádio local um locutor empolgado disse “Você, corra e economize, economize, economize! Tem uma liquidação de meia-calça!” Economize... comprando mais! Claro, claro! Seria muito ingênuo esperar que a KGB obrigasse a agência publicitária a fazer uma propaganda maluca dessas. Não, claro que não! Mas o que fazíamos quando eu trabalhava para a Novosti nós atolávamos editoras, organizações estudantis, grupos religiosos com literatura de luta de classes, se não diretamente com propaganda marxista-leninista, então propaganda de aspirações legítimas da classe operária: melhoria de vida, igualdade... Igualdade! Veja só! O Presidente Kennedy uma vez disse “Minha gente, vamos fazer a América acreditar que as pessoas nascem iguais!” As pessoas nascem iguais? Há alguma menção na Bíblia ou em alguma outra escritura sagrada em qualquer religião? Qualquer religião! Se não acredita em mim, vá para a biblioteca e xeque. Não há uma única palavra sobre igualdade! Mas o oposto: Por seus feitos, Deus te julgará! O que você FAZ é importante, o mérito da sua personalidade. Você não pode legislar igualdade.
Se você quer ser igual, você TEM que ser igual! Você tem que merecer. E ainda assim nós construímos nossa sociedade sobre o principio de igualdade. Você diz “as pessoas são iguais.” Você sabe que é falso, é uma mentira! Algumas pessoas são altas e burras, outras são baixas, carecas e inteligentes. Se nós as fazemos iguais à força, se colocarmos o princípio de igualdade na base de nossa estrutura sócio-política é o mesmo que construir uma casa na areia. Cedo ou tarde ela vai desmoronar, e é exatamente o que acontece.
E nós propagandistas soviéticos estamos tentando empurrar vocês na direção em que vocês vão sozinhos: “Igualdade, sim! Igualdade! As pessoas são iguais!” Terra das oportunidades iguais! É verdade ou não? Pense bem! Oportunidades iguais. Deve haver oportunidades iguais? Prá mim? E para um safado preguiçoso que vem para cá vindo de outro país e IMEDIATAMENTE se registra como recipiente, beneficiário de seguro? Eu nunca recebi um único dól... – Não, desculpe – Eu recebi uma vez. Mas eu nunca requeri seguro. Por treze anos eu aceitava qualquer emprego: segurança, jornalista, taxista, qualquer coisa!

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Bom, eu fui muito ativo, mas algumas pessoas não gostam. Então por que deveríamos ter oportunidades iguais? Por quê? Oportunidade igual de se destacar. Oportunidades iguais em circunstâncias iguais, sim, mas você sabe que as pessoas são diferentes. Se destacar, sim, supondo que cheguemos ao mesmo nível de excelência, perfeição, que é um futuro distante hipotético. Sim, talvez. Mas nós sabemos perfeitamente bem que mesmo com as melhores intenções, as pessoas não poderiam ser iguais. Por que deveríamos ter igualdade no, digamos, sistema legal? Eu, me considero um cidadão cumpridor da lei, e uma pessoa que vem aqui prá roubar e atirar? Digamos... O governo dos EUA sob Carter importou milhares de criminosos cubanos. Eram criminosos conhecidos. Ainda assim foram aceitos. Vocês acham justo que eu e minha esposa das filipinas que trabalha como... – perdão – cavalo como técnica de laboratório no hospital deveríamos ter os MESMOS direitos que um criminosos de Cuba? Por quê? E ainda assim repetimos como papagaios: “igualdade, igualdade, igualdade!” E o sistema de propaganda soviética ajuda-nos a acreditar que igualdade é algo desejável. A democracia, tal como foi estabelecida pelos patronos deste país, deste sistema, no século passado [XIX], não é igualdade. É o sistema onde pessoas DIFERENTES, pessoas desiguais, têm uma chance de sobreviver e ajudarem-se umas às outras em constante concorrência, em aperfeiçoamento constante, e não uma igualdade que é superimposta por um padrinho ou pessoa boazinha em Washington DC. E a igualdade absoluta existe na União Soviética. Igualdade entre aspas: Todo mundo está igualmente na... lama! Exceto algumas pessoas [que] são mais iguais que as outras no Politiburo. Viram? Então, no momento em que você leva um país ao ponto de quase total desmoralização onde nada funciona mais, quando você não tem certeza do que é certo ou errado, bom ou mau, quando não há divisão entre o bem e o mal, quando até os líderes da Igreja dizem às vezes “Bom, violência em prol da justiça... – especialmente justiça social – é justificável em países como Nicarágua, El Salvador, [Brasil] bom, talvez Rodésia...” e escutamos isto e dizemos “É, provavelmente... é verdade.” É verdade? Não, não é verdade! Violência não é justificável; especialmente em prol de – aspas – “justiça social” introduzida por marxistas-leninistas que são meus ex-colegas da Agência Novosti. OK, então atingimos aquele ponto [Desmoralização]. O próximo passo é desestabilização.

Desestabilização:

De novo, fala por si o que é: desestabilizar todas as relações, todas as instituições e organizações aceitas no país do seu inimigo. Como você faz? Você não tem que mandar um batalhão de agentes da KGB para explodir pontes. Não! Você os deixa fazerem sozinhos! A área de aplicação é mais estreita agora. Não é como no caso anterior. As ações abertas, legítimas, da KGB neste caso, mal seriam perceptíveis [porque] não há crime se um professor que recentemente veio da URSS introduz um curso de marxismo-leninismo numa universidade californiana, por exemplo. Ninguém vai chegar à porta dele e dizer “OK, senhor. Venha. Você está preso.” Não. Não é crime. Não é sequer considerado um crime moral contra o seu país. Então, a área de aplicação aqui está se estreitando para economia, – novamente relações trabalhistas, certo? – lei e ordem e... novamente a mídia, mas um pouco diferente; vou explicar depois. OK, três áreas basicamente.

Economia:

A radicalização do processo de negociação. Se naquela etapa nós ainda poderíamos atingir, teoricamente, algum acordo positivo entre as partes negociantes com, digamos, introdução arbitrária de juízes de terceira parte objetivamente julgando as exigências de ambos [os] lados, aqui é radicalização. Na etapa de desestabilização não chegamos a um acordo nem dentro de uma família. O marido e mulher não poderiam descobrir o que é melhor: o marido quer que os filhos comam à mesa e a mulher quer que a criança corra pelo cômodo e derrube comida pelo chão. Eles não chegam a um acordo a não ser que comecem uma luta. É impossível chegar a um acordo, um acordo construtivo entre vizinhos. Alguns dizem “Eu não gosto que você trabalhe no gramado nesta hora porque exatamente nesta hora estou passeando com meu cachorro e ele fica nervoso e não consegue passar as bolas”, sabe? Eles não entram em acordo. Eles vão para uma corte civil ou coisa assim. Radicalização de relações humanas. Sem mais acordo. Luta, luta, luta!
As relações normais tradicionalmente aceitas são desestabilizadas. As relações entre professores e alunos em escolas e universidades. Luta! As relações entre – na esfera econômica – entre empregado e patrão são mais radicalizadas. Não mais aceitação da legitimidade das exigências dos trabalhadores. Na como os japoneses, com a teoria Z, - se vocês já ouviram falar – onde trabalhadores estão envolvidos no processo de decisão então eles não têm incentivo moral para lutar contra seus patrões. Nos EUA é justamente o oposto. Quanto mais difícil a luta, melhor, mais heróicos eles parecem. Quando a rede Greyhound estava de greve recentemente os correspondentes de emissoras de TV locais em todos os Estados Unidos “Ah sim, estamos fazendo algo bom!” e eles pareciam heróis e tinham orgulho. Havia uma família, o marido era motorista de ônibus e então eles tinham decidido, em protesto contra os patrões, acampar em algum lugar da floresta. Eles foram apresentados à audiência como uma gente heróica e boazinha. Viram?
Os embates violentos entre passageiros, piqueteiros e os grevistas são apresentados como algo normal. Dez, quinze, vinte anos atrás nós ficaríamos nervosos e [diríamos] “Por quê? Por que tanto ódio?” Hoje não. Nós dizemos “Bem... Lugar comum.” Radicalização, militarização às vezes. Como expliquei naquela etapa. Eu me adiantei um pouco. Pessoas baleadas!

Lei e ordem:

Também é empurrada para áreas onde as pessoas antes resolviam suas diferenças pacificamente e legitimamente. Agora estamos ficando com esses casos judiciais nos casos mais irrelevantes. Não podemos mais resolver nossos problemas. A sociedade como um todo fica mais e mais antagônica entre indivíduos, grupos de indivíduos e a sociedade como um todo.

Mídia:

A mídia se coloca em oposição à sociedade em geral, como um todo. Separada, alienada. OK? Nesta etapa – vocês se lembram que eu estava falando há duas horas sobre os dormentes – aí é quando os estudantes, digamos dos EUA, se são treinados na Universidade Lumumba, ou das nações em desenvolvimento, os estudantes com que eu estava lidando, estão sendo mandados de volta da União Soviética aqui. Ou se eles já estavam nos EUA, no país que é objeto da subversão, eles partem pra ação! Os dormentes acordam! Eles dormiram por quinze a vinte anos. Agora eles de tornaram líderes de grupos, padres... sei lá... pessoas públicas. Proeminentemente eles agem. Eles ativamente se incluem no processo político. De repente nós vemos um homossexual... Há quinze anos ele fazia as sujeiras dele e ninguém ligava, e agora ele faz disso uma questão política.

Vídeo 5/7

Ele exige reconhecimento, respeito, direitos humanos, e ele ajunta um grande grupo de pessoas e há choques violentos entre ele e a policia, o grupo dele e pessoas comuns, não importa o quê: São negros contra brancos, amarelos contra verdes, não importa onde está a linha divisória. Desde que este grupo entre em choque antagônico, às vezes militarmente, às vezes com armas de fogo, isto é o processo de desestabilização.

Os dormentes, muitos dos quais são simplesmente agentes da KGB, se tornam líderes do processo de desestabilização. Não quer dizer que o camarada Andropov manda o camarada Ivanov para os EUA. A pessoa que toma conta já está aqui! Ele é um cidadão respeitado dos EUA. Às vezes ele recebe dinheiro de várias fundações para sua luta legítima em prol de sei lá... direitos humanos, direito das mulheres, kid-lib, prison-lib, seja o que for. Há americanos simpatizantes que doam seu dinheiro a ele! O processo de desestabilização normalmente leva diretamente ao processo de crise. No caso de nações em desenvolvimento, - esta era a área que eu era ativo – o processo começa quando os órgãos legítimos de poder a estrutura social desmorona, não pode funcionar mais, e então nós temos órgãos artificiais injetados na sociedade tais como comitês não eleitos – vocês se lembram de que eu estava falando deles aqui [Desmoralização] – assistentes sociais, que não são eleitos pelo povo, mídia, que são os senhores auto-investidos da sua opinião, alguns grupos estranhos, que alegam que eles sabem como guiar a sociedade pra frente. Em geral não sabem. Tudo o que eles querem saber é como coletar doações e vender sua própria ideologia misturada, - misto de religião e ideologia.

Aqui temos todos estes órgãos artificiais exigindo poder. Se o poder é negado a eles, eles o tomam à força. No caso do Irã, por exemplo, de repente tínhamos comitês revolucionários. Quem? Quê? Que tipo de revolução? Não havia revolução ainda, e ainda assim eles tinham comitês! Eles tomavam o poder de julgamento, eles tinham o pode de execução, eles tinham o poder de legislação, e tinham o pode judiciário, [exatamente como está acontecendo em 2009 com o governo do PT no Brasil] todos combinados em uma pessoa, que é um intelectual de miolo mole às vezes formado em Harvard ou Berkeley. Ele volta para seu país e acha que sabe a solução para todos os problemas sociais e econômicos.

Crise:
A crise é quando a sociedade não pode mais funcionar produtivamente – ela desmorona. Obviamente, esta é a palavra para crise. Portanto, a população como um todo está procurando um salvador. Os grupos religiosos estão esperando um messias vir. Os trabalhadores dizem “Nós temos família pra alimentar!” “Vamos ter um governo forte, talvez um governo socialista, centralizado, onde alguém coloque os patrões em seus lugares e nos deixe trabalhar, estamos cansados de greve e perder hora extra e todas essas coisas. Precisamos de um homem forte. Governo forte.” Um líder, um salvador é necessário. A população já está irritada e cansada. E cá está, nós temos um salvador! Ou uma nação estrangeira vem, ou o grupo local de esquerdistas, marxistas, não importa de que eles se chamam. Sandinistas! Reverendo, ou algum tipo... Bispo Muzorewa como no Zimbábue... Não importa. Um salvador vem e diz “Eu guiarei vocês!” Então, nós temos duas alternativas aqui: guerra civil e invasão. Viram como funciona?

DESMORALIZAÇÃO ==> DESESTABILIZAÇÃO ==> CRISE ==> Guerra civil ou Invasão

Guerra civil nós sabemos o que é. Líbano é o melhor exemplo. A guerra civil que foi artificialmente implantada no Líbano por injeção de forças da OLP – Organização para Libertação da Palestina.
Invasão nós tivemos em vários outros países como Afeganistão, fale qualquer país do Leste Europeu. Foi invadido pelo exército soviético. Mas o resultado é o mesmo.
A próxima etapa é:

Normalização:

Normalização é uma palavra muito irônica, é claro. É emprestada da situação de 1968 na Tchecoslováquia quando a propaganda soviética e depois o New York Times declararam “O país está normalizado.” Os tanques chegaram em Praga, então não há mais Primavera de Praga, não há mais violência... Normal. Normalização. Nesta etapa os governantes auto-investidos da sociedade não precisam de mais nenhuma revolução, não precisam de mais nenhum radicalismo, então este é o reverso da desestabilização; basicamente é estabilizar o país à força. Então todos os dormentes e ativistas e assistentes sociais e “liberals” e homossexuais e professores e marxistas e leninistas são eliminados – fisicamente, às vezes. Eles já fizeram o serviço deles. OK? Eles não são mais necessários.

Os novos governantes precisam de estabilidade para explorar a nação, o país, tirar vantagens da vitória. OK? Então chega de revolucionários, por favor! E isto é exatamente o que acontece em vários países. Lembram Bangladesh? Esta foi a crise na qual eu fui de utilidade. Primeiro eles tinha Mujibur Rahman. Em 1971 ele era o líder do Partido do Povo, a Liga Awami, com um bigode tipo Stalin. Ele esteve na Rússia várias vezes. Cinco anos depois ele foi baleado por seus ex-colegas marxistas. Ele cumpriu sua função.
No Afeganistão, isto aconteceu três vezes. Primeiro havia Taraki, depois Amin e agora Babrak Karmal. Eles se mataram sucessivamente um atrás do outro, no momento em que um cumpria sua obrigação. O Primeiro desmoralizava o país, o segundo desestabilizava, o terceiro o levou à crise. Adeus, camarada. Pum! Babrak Karmal vem de Moscou e é colocado no poder. O mesmo aconteceu em Grenada recentemente. Maurice Bishop – marxista – foi morto por Austin – Como se chama? General alguma coisa – que também era marxista! Certo? Então, chega de revoluções, por favor. Normalização agora.

DESMORALIZAÇÃO ==> DESESTABILIZAÇÃO ==> CRISE ==> Guerra Civil ou Invasão ==> NORMALIZAÇÃO

Normalização: De agora em diante, chega de greves, chega de homossexuais, chega de women-lib, chega de kid-lib, chega de lib, ponto final.

Boa e sólida liberdade proletária democrática. E pronto. Agora para reverter este processo é preciso um esforço enorme. Quando hoje os EUA tiveram que invadir Grenada para reverter o processo de subversão, algumas pessoas disseram “Rapaz, isso não é bom, não é kosher. Invadir um lindo país, a ilha de Grenada.” Ora, por que você não parou o processo aqui, [Desmoralização] quando Grenada só foi abordada por esquerdistas? Por que não impedir que Maurice Bishop sequer chegasse ao poder? Os grenadenses o queriam? Muito questionável! Pra começar eles não sabiam quem era Maurice Bishop. Ele mesmo chegou ao poder por um golpe de Estado. OK? Mas não, nós deixamos a situação avançar mais e mais até a crise e normalização muito em breve. E aí os EUA decidem invadir o país descobrindo que o país era inteiramente uma base militar para a URSS! Claro que é uma medida drástica! Claro que é uma pena que os fuzileiros tiveram que perder – O quê – dezessete vidas. Muito ruim. Por que não parar o processo antes que chegue à crise? Ah não, os intelectuais não deixam! É interferência em assuntos internos. Eles têm o máximo de cuidado para não deixar o governo americano interferir em assuntos internos de países latino-americanos. Eles não ligam pra União Soviética interferindo nestes assuntos
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Então, para reverter este processo daqui [normalização] é preciso apenas e sempre ação militar. Nenhuma outra força na Terra pode reverter este processo neste ponto. Neste ponto [crise] não precisa uma invasão militar pelo exército dos EUA. É preciso ação vigorosa, como no Chile. Um envolvimento discreto da CIA para impedir que o salvador de fora chegue ao poder e estabilizar o país antes que ele entre em guerra civil.

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Apoiar as forças conservadoras de direita através de dinheiro, bandidos ou lei, não importa! Estabilize o país! Não deixe a crise evoluir pra guerra civil ou invasão! “Oh não!” – seus liberais vão dizer – “é contra a lei” “O congresso não alocará dinheiro para ações secretas da CIA!” Por quê não? Devemos esperar até vir a normalização e os tanques soviéticos aterrissem no aeroporto de Los Angeles? Agora, neste ponto da desestabilização TAMBÉM o processo poderia ser revertido e de novo mais fácil que este! Nada de envolvimento da CIA neste ponto! Sabe o que é preciso aqui? Restrição de algumas liberdades para grupos pequenos que são inimigos auto-declarados da sociedade. É simples assim! ‘Oh não” – dirão os liberais da mídia – “Isto é contra a constituição americana! como podemos?” – negar à força direitos civis a criminosos, por exemplo? “Não é bom!”OK? Então nós permitimos que eles... OK, se você permite que os criminosos tenham direitos civis, vá em frente, e leve o país à crise. Deste jeito não há derramamento de sangue! Limite os direitos! Digo, não colocá-los na cadeia! Não estou falando para colocar todos os gays de São Francisco num campo de concentração! Não permita que eles consigam poder político! Não os eleja a posições de poder! Seja no nível municipal, estadual ou federal. Tem que ser enfiado na cabeça de eleitores americanos de que uma pessoa como esta nas posições de poder é um inimigo! Não temam esta palavra. É um inimigo! Se não for um inimigo aqui, será aqui. Mais adiante ele será fuzilado, é claro. Mas neste ponto ele É um inimigo. OK? Vocês estarão prestando um grande serviço negando-lhe um direito de faturar em cima de suas próprias idéias malucas e se tornar um homem poderoso, um homem que usa sua posição de poder. Restrição de certas liberdades e permissividade naquele ponto impediria deslizar pra crise e provavelmente voltaria o processo de desestabilização. Restringir o poder ilimitado, o poder monopolista dos sindicatos neste pondo salvaria a economia do colapso. Introduzir uma lei para impedir empresas privadas de violar a mente da opinião pública na direção do consumismo. Nenhuma empresa deve ter o direito de forçar você a comprar mais, a não ser que você queira. Tem que haver uma lei. Quer anunciar seu carro? OK. Mas nenhuma menção a comprá-lo AGORA e economizar dinheiro! Te que ser contra a lei forçar as pessoas a consumir mais. Auto-restrição! Anteriormente, antes deste processo começar, a auto-restrição era um estudo da igreja, religião, porque nossos pregadores, os padres da Igreja nos diriam bens materiais são bons, mas não é a função primária do ser humano, porque você tem que viver com algo... Obviamente, o desígnio da nossa vida não é consumir mais desodorantes. Tem que haver algo maior. Se tal instrumento complicado como o corpo humano foi criado, obviamente deve haver algum propósito mais elevado para isto. E é bem fácil evitar a desestabilização negando às empresas ambiciosas uma pequena liberdade: forçar vocês a se tornarem processadores de produtos e bens indesejados. Eles transformam vocês em máquinas como a minhoca, que tem entrada e saída, então... Quanto tempo um eletrodoméstico médio dura hoje em dia? Menos de um ano. Por quê? Onde está a qualidade? Mas nós queremos que você compre mais. OK. O processo de desestabilização pode ser facilmente vencido se – como eu digo – a sociedade por vontade própria ou depois de persuadida pelos LÍDERES chegar à idéia de auto-restrição. “É tão difícil; queremos consumir mais.” Mas você tem a obrigação! A não ser que você queira chegar a esta etapa, onde, como dizemos na Rússia, se o deserto do Saara se tornar um Estado comunista um dia, haverá racionamento de areia. Então você tem que limitar suas expectativas neste ponto antes que seja tarde demais, mas não, não queremos fazer isto.

O processo de desmoralização, DE NOVO, é a coisa mais fácil de reverter. Antes de tudo, restringindo a importação de propaganda. A coisa mais fácil de fazer. Importação ilimitada, irrestrita de literatura soviética, jornalistas soviéticos, dar a propaganda soviética e a agitadores ideológicos tempo igual na cadeia de TV americana. Tem que ser impedido! E é fácil. Eles não se ofenderão – veja bem. Na verdade, eles respeitarão mais a América. Mas quando meu ex-colega Vladimir Posner aparece no Nighline e Ted Koppel pergunta “Bom, Vladimir, o que você pensa disso?” O quê ele pode pensar?! Ele é um instrumento de propaganda! Ele pensa o que o camarada manda ele pensar. Ele é apenas um belo e articulado alto-falante do sistema de subversão soviético. E Ted Koppel te faz acreditar que meu amigo Vladimir Posner PENSA?!

O processo de desmoralização pode não ter começado de forma alguma se neste ponto o país que é um recipiente de subversão ativamente – não violentamente, mas ativamente – impede a importação de ideologia estrangeira. Eu não quero que a América siga o modelo do Japão antigo. Você não tem que atirar em todo estrangeiro que se aproxime as fronteiras sagradas dos EUA. Mas quando ele te oferece um bagulho disfarçado de algo bem lustroso você deve dizer a ele: “Não.” “Nós temos nosso próprio bagulho.” Se neste ponto a sociedade for forte, corajosa, e consciente o bastante para parar a importação de idéias que são estranhas então toda a cadeia de eventos pode ser evitada.

Estive recentemente nas Filipinas e fiquei chocado como nas cidades grandes como Manila crianças escutam música ensurdecedora. Uma nação melodiosa, com uma longa tradição de bela e boa música étnica introduzida pelos Espanhóis há muito tempo, talvez uns dois, três séculos atrás – não lembro – de repente escutando lixo musical! Estourando os rádios a estouro total... volume total! Por quê?

Na Índia, passei vários anos vendo a reação de indianos saindo dos cinemas após ver uma produção de Hollywood. Eles não conseguiram entender por que os americanos são tão desperdiçadores. Eles arrebentam seus carros, seus carros lustrosos a cada cinco minutos. Como pode eles atirarem uns nos outros por meio milhão de dólares?

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É verdade que eles são tão obcecados por sexo? Você consegue imaginar mostra um filme onde a cada cinco minutos há uma cópula na tela a um país como a Índia, um país com longa tradição de respeito a estes assuntos particulares? Ou ao Paquistão?!
E os EUA esperam que essas pessoas vos respeitem? De jeito nenhum. Ah sim, eles verão o filme. Eles pagarão cinco rúpias pra ver aquele lixo mas eles saem [do cinema] e dirão a seus filhos: “Não respeite os americanos. Não seja como os americanos.” Viram? Então o processo de desmoralização pode ser impedido bem aqui tanto exportado quanto importado, e isto precisa de um passo, uma coisa muito importante a se fazer.

Você não tem que expulsar todos os agentes da KGB de Washington. A solução mais difícil e ao mesmo tempo a mais simples para a subversão é começar aqui [na fase de desmoralização] e antes ainda trazendo a sociedade de volta à religião, algo que você não pode tocar, comer e vestir, mas algo que governa a sociedade e a faz mover e se preservar.

Um cientista soviético, Shafarevich, que não tem nada a ver com religião, - ele é um cientista da computação – fez um estudo muito intenso na história de países socialistas. Ele chamava socialista ou comunista a qualquer país com uma economia centralizada e uma estrutura de poder piramidal, e descobriu – na verdade não descobriu; apenas chamou à atenção de seus leitores – que civilizações como Mohenjo-Daro, nas regiões hindus ribeirinhas, como Egito, como os maias, como os incas, como a cultura babilônica, desmoronaram e desapareceram da face da Terra no momento em que perderam a religião. Simples assim. Desintegraram. Ninguém se lembra mais delas. Bem... de longe. Então... As idéias estão movimentando a sociedade e mantendo a humanidade como uma sociedade de seres humanos, agentes inteligentes e morais de Deus. Os fatos, a verdade, o conhecimento exato talvez não. Toda a tecnologia sofisticada e computadores não impedirão a sociedade de desintegrar e eventualmente sumir.

Você já conheceu alguma pessoa que sacrificaria sua vida, liberdade, por uma verdade como esta? 2 x 2 = 4. Isto é verdade! Nunca encontrei uma pessoa que diria “Isto é verdade e estou pronto para defender a verdade”. “Atira em mim!”. Certo?

Mas milhões sacrificaram suas vidas, liberdade, conforto, – Tudo! – por coisas como Deus, como Jesus Cristo. É uma honra! Alguns mártires no campo de concentração soviético morreram. E morreram em paz, ao contrário daqueles que gritaram “Viva Stalin!” sabendo perfeitamente bem que ele pode não viver muito. Algo que é... Algo que é não-material movimenta a sociedade e a ajuda a sobreviver. E vice-versa.
No momento em que nos voltamos para dois vezes dois é quatro, e fazemos disto um princípio guia para nossa vida, nossa existência, nós morremos. Mesmo quando isto é verdade e isto não conseguimos provar; só podemos sentir e ter fé. Então a solução para a subversão ideológica, estranhamente, é muito simples. Você não tem que atirar nas pessoas, você não tem que mirar mísseis, Pershings e mísseis de cruzeiro no quartel-general de Andropov. Você só tem que ter fé e evitar a subversão. Em outras palavras: não ser uma vítima da subversão. Não tente ser uma pessoa que no judô está tentando esmagar o adversário e é pego pela sua mão. Não golpeie assim. Golpeie com o poder do seu espírito e superioridade moral. Se você não tem este poder, é hora de desenvolvê-lo. E esta é a única solução.

Acabou. – Obrigado! [palmas entusiásticas].


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Karla Cristina

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