Agape - Católicos vocês acham que estão bem representados pelo Padre Marcelo Rossi?

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Agape - Católicos vocês acham que estão bem representados pelo Padre Marcelo Rossi?

Mensagem  Karla Cristina em Qua 8 Maio - 18:40

O livro Àgape vendeu mais de 7,5 milhões de exemplares, padre Marcelo teve uma grande oportunidade de impactar as pessoas que não freqüentam igrejas, que são católicos só de boca, mas que mau, mau oram todos os dias. Mas o livro não muda ninguém, porque como sempre, padre Marcelo vende uma imagem de um Jesus paz e amor, meio hippie. Vou comentar algumas partes que ele teve espaço para ir além e não foi.

Ele mostra algumas belas partes da bíblia, mas uma pessoa que lê o que ele pinçou e começa a ler de forma seqüencial a bíblia, assusta, porque não espera encontrar a personalidade severa de Deus, ele chega a omitir partes que poderia ser de grande utilidade.

O tempo todo ele valoriza muito o ser humano, dizendo que valemos mais do que nações, para ficarmos tranqüilo que Deus está sempre com a gente. Aqui ele erra em não comentar que Deus não freqüenta lugares onde o mau impera, lugares sujos e que Deus não está com a gente quando estamos cometendo o pecado.

Ele fala sobre Moisés, sobre a abertura do mar vermelho, a trajetória dos judeus no deserto, e depois fala que Moisés morre antes de entrar na terra prometida. Pra quem não conhece a história da bíblia, acha que Moisés morreu por morrer, ele omite que Moisés foi castigado, que não entrou nas terras prometidas porque pisou na bola com Deus. Ele perde a oportunidade de mostrar um pouquinho sobre a justiça divina. Mas como o livro é Ágape, ele não quis falar sobre isso, ou seja, ele omite Deus.

Fala sobre iluminação, tudo bem que a bíblia fala em iluminar os corações, mas a forma que ele coloca no livro, para um leigo, tráz a lembrança de um Buda. Ele fala que o amor transforma, mas o amor que sentimos por alguém e não o amor de uma pessoa próxima por nós. Se a pessoa não tiver sensível, sentimental, coisa que não acontece com um drogado, normalmente o que está a flor da pele é a revolta, a ansiedade, a falta de amor pela vida imperando, assim não conseguiremos nunca alcançá-lo com nosso amor. Então esta proposta dele é quase impossível de alcançar. O amor transformador é o que está desperto dentro da gente, e isso não depende do próximo e sim da nossa pré-disposição ao amor.


O padre cita no livro personagens de outras religiões, ele erra nisso, porque assim parece que todos caminhos levam a Roma, basta amar ao próximo, só que sabemos que sem a ajuda de Deus, este verdadeiro amor ao próximo, sem egoísmo é impossível, porque tendemos ao mal e quem nos aproxima de Deus é o cristianismo:

Há um conto chinês que narra a história de um jovem que foi visitar um sábio conselheiro e lhe falou sobre as dúvidas que tinha a respeito de seus sentimentos por uma bela moça.

O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma coisa: Ame-a.



Daí ele narra um texto sobre o sábio e o que ele ensina sobre o amor. Depois ele fala de Gandhi, de como ele fez uma peregrinação pela não violência, que tentou compreender as diferenças religiosas, tudo em busca de um mundo não violento. Está vendo como ele não puxa a sardinha para o lado do cristianismo?

Lógico que no livro, ele fala sobre pré-conceito, o mundo se acabando e ele preocupado em criticar as pessoas que julgam. Se todos nós fossemos julgadores, o mundo teria menos pecado, porque querendo ou não, quando vc exerce o julgamento, acaba levando isso pra sua vida. Eu sei que é pecado julgar o próximo, quem tem que fazer isso é Deus, mas ele não foca por exemplo, quando Jesus falou para o primeiro que tiver pecado, que jogue a primeira pedra, no fato de Jesus falar para a mulher não pecar mais,ele fala assim:

- Ele permite que ela vá e amorosamente sugere-lhe uma nova vida.

Acho que eu e o padre lemos biblias diferentes, Jesus não sugere, Jesus ordena, aí que o padre peca, ele omite um Deus severo, o livro todo ele fala de um Deus brando, o padre sem querer acaba jogando vários no inferno com seu aval, o livro não é transformador, o livro passa a mão na cabeça do pecador. O que me passa que o padre de forma inconsciente, se preocupa com sua salvação, com o fato de depois de morrer poderá ser santificado, as pessoas vão fazer imagens de padre Marcelo e ajoelhar diante dela, do que a preocupação com o próximo. Deus não estará no inferno, lá não terá o poder das orações, o padre não lembra as pessoas disso, deveria lembrá-los.

Ele fala sobre Maria, exagera na sua pureza, santidade, da forma que ela intercede por todos nós. Mas tudo bem, ele é católico, isso era o esperado, sem querer ele não entende mas ele cria uma imagem de uma Maria inexistente, a bíblia fala muito pouco de Maria.

Tem uma parte que ele fala do pecado, mas peca em não falar dos assuntos polêmicos da atualidade, ou seja, ele tenta chamar atenção para o pecado, mas sem manchar sua imagem:


O sentido de trevas ou escuridão é dado àquilo que não se vê ou aquilo que não se pode ver porque envergonha. A violência, a corrupção, a mentira, o pecado nos remetem as trevas. Um marido que espanca sua mulher ou que trai sua relação esconde a ação vergonhosa. O pai que mente para o filho ou o filho que mente para o pai não quer ser descoberto. O falso médico, o advogado mentiroso, o político desonesto, o motorista embriagado, todos de alguma maneira vivem na escuridão. A luz revela.



Acho que ele poderia ter ido além um pouco, poderia ter falado do aborto, das drogas, dos homossexuais.. sei lá. Isto está sendo polemico no país atual, assuntos no congresso.

Tem uma parte que ele me passa que pode ser a favor do socialismo/comunismo. Ele cita a Pastoral da Criança:


Paz é garantir que todas as pessoas tenham moradia, comida, roupa, educação, saúde, amor, compreensão, ou seja, boa qualidade de vida.


Essa utopia é comunista, paz não é garantir, paz é saber que Deus sempre vai inteceder por vc, para o seu melhor. Sei lá, como disse, pode ser implicância minha, mas me passou que ele é adepto da teologia da libertação.


Enfim, o livro é agradável a leitura, tem partes bonitinhas, apesar de não trazer nada de novo, como essa historinha abaixo:

Há uma linda história de mulheres em O livro das virtudes de William Bennett, que conta um fato acontecido na Alemanha, na Alta Idade Média. Foi no ano de 1141. Wolf,duque da Bavária, estava cercado em seu castelo, sitiado pelos exércitos de Frederick, duque da Suábia, e de seu irmão, o imperador Konrad.

O cerco vinha de muito tempo e não havia mais nada para ser feito. Wolf resolveu se entregar ao pior de seus inimigos. As mulheres desses homens, entretanto, resolveram enviar uma mensagem a Konrad, pedindo ao imperador um salvo-conduto para elas. Que saíssem do castelo sem nada sofrer e que fossem autorizadas a levar todos os bens que pudessem carregar.

A permissão foi concedida, e os portões do castelo se abriram. As mulheres foram saindo, trazendo uma estranha carga. Não era ouro. Não eram jóias. Não eram pedras preciosas nem vestes ornamentadas. Cada uma vinha curvada com o peso do marido na esperança de salvá-los da vingança do vitorioso.

Diz a história que Konrad, homem bom e piedoso, se comoveu com a linda história de amor.

Chorou diante daquela atitude extraordinária e garantiu às mulheres e aos maridos liberdade e segurança. Convidou todos para um banquete e celebrou a paz com o duque da Bavária.

Desde então, o monte do castelo passou a ser chamado de Monte de Weibertreue, que quer dizer "lealdade feminina"



Nenhuma historia nova, algumas até batida,mas o que acho pior é não ter um objetivo maior espiritual, de não ser um livro impactante. Uma pena, ele tem popularidade e credibilidade para mudar alguns valores, pena que não os usou. Tem a historia da colher também, que é bem socialista:

Há uma história rabínica que conta a experiência de um homem que vai visitar o céu e o inferno. Fica impressionado quando percebe que tanto no céu como no inferno há fartura de comida. E mais, que não hárestrição alguma. Repara ainda que as colheres são imensas, com longos cabos. A diferença é que no inferno todos são muito, muito magros. Raquíticos. E, no céu, todos são saudáveis. O homem fica abismado. Se a comida é a mesma, se não há restrição alguma, onde está a diferença? A diferença está na solidariedade. No inferno, cada um tentava alimentar a si mesmo, e como os cabos das colheres eram imensos, eles derrubavam toda a comida e não conseguiam comer. No céu, ao contrário, um colocava a
comida na boca do outro, assim todos se alimentavam.

Ágape é amor e amor em ação. Alimentar o nosso irmão é parte essencial do cristianismo . Vivemos em um mundo em que o egoísmo tomou espaço demais. As pessoas vão se tornando mesquinhas.


Ele deveria lembrar de Cuba, antes de ficar dando estes exemplos socialistas no livro.

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Bom é isso, não estou podendo participar, mas como temos visto vários católicos no forum, gostaria de compartilhar minha crítica.
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Karla Cristina

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