Pensar não dói - assunto sobre igualdades (interessante)

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Pensar não dói - assunto sobre igualdades (interessante)

Mensagem  Karla Cristina em Sex 14 Out - 10:05

Denuncio aqui a total corrupção dos objetivos e a perversão dos métodos dos movimentos sociais organizados que dizem representar mulheres, negros e gays. Nenhum deles luta por igualdade. Nenhum deles tem por norte a dignidade de todos os seres humanos.

A luta destes movimentos hoje é por hegemonia política, comprometida com o ideário ideológico das facções mais autoritárias da esquerda e não com os Direitos Humanos e com a dignidade humana, que é de fato negada em tese por todas as suas reivindicações e negada de fato a cada uma de suas conquistas.

Em nome dos Direitos Humanos universais, inerentes e inalienáveis, iguais para todos os membros da família humana, esta denúncia se faz necessária e urgente. Portanto, peço a todos que analisem as minhas palavras com espírito crítico e com ponderação, como requer um assunto de tamanha gravidade.

Arrow A luta por igualdade

Não existe a menor dúvida que mulheres, negros e homossexuais foram terrivelmente discriminados pelas leis no passado: as mulheres foram legalmente impedidas de votar, os negros foram legalmente escravizados, os homossexuais foram legalmente impedidos de casar.

Movimentos sociais diversos lutaram por igualdade de direitos: os sufragistas conquistaram o direito ao voto para as mulheres, os abolicionistas conquistaram o direito à liberdade para os negros e recentemente os argentinos conquistaram o direito ao reconhecimento legal das uniões homoafetivas para os homossexuais.

Do ponto de vista legal, portanto, não há mais qualquer direito que os homens tenham e que as mulheres não tenham, não há mais qualquer direito que os brancos tenham e que os negros não tenham, e não há mais qualquer direito que os heterossexuais tenham e que os homossexuais não tenham.

Mas os movimentos sociais organizados não ficaram satisfeitos com a igualdade legal. Disseram querer também igualdade de fato. E, ironicamente, a partir deste momento a luta por igualdade degenerou completamente em um projeto autoritário de poder caracterizado pelo sectarismo e pelo revanchismo.


Arrow A luta por privilégios

Ao invés de trabalhar as verdadeiras causas das desigualdades entre homens e mulheres, entre brancos e negros, entre heterossexuais e homossexuais, os movimentos sociais organizados que dizem representar estes públicos resolveram exigir resultados imediatos e começaram a exigir privilégios para seus grupos, alegando que estes privilégios seriam justos porque viriam corrigir "dívidas históricas".

Para travestir tais privilégios de direitos, os movimentos sociais feminista, negro e gay apropriaram-se da máxima que diz que "igualdade é tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de suas desigualdades", e cometeram três gravíssimas impropriedades, para dizer o mínimo:

- Primeiro, em pleno acordo com a psicologia de massas do fascismo, escolheram um inimigo conveniente para ser odiado e introduziram componentes racistas e sexistas no balizamento das desigualdades, generalizando de modo simplista, indevido e injusto que os indivíduos que pertencem a pelo menos uma das "minorias historicamente oprimidas" (mulheres, negros e gays) precisam de garantias legais especiais e que os indivíduos que pertencem a "maioria historicamente opressora" (homens brancos heterossexuais) não precisam dos mesmos direitos e garantias.

- Segundo, "esqueceram" da parte da máxima que limita a desigualdade de tratamento "à medida das desigualdades", abrindo assim caminho para o revanchismo intolerante e abusivo.

- Terceiro, trataram de "envenenar o pote", ridicularizando toda e qualquer argumentação divergente. Qualquer um que discordar deles é universalmente rotulado de "reacionário" e também de "machista", "racista" ou "homofóbico" conforme o dogma questionado.

Arrow O "direito" de ofender e humilhar em nome da "igualdade"

Se você é contra a instituição de cotas especiais para mulheres nas empresas, ou para negros nas universidades, porque está de acordo com o artigo XXVI da DUDH, que diz que "a educação superior será baseada no mérito", adivinhe: você é um reacionário sexista e racista.

Se você é contra a existência de salas escuras ("dark rooms") dedicadas à prática de sexo grupal anônimo em danceterias gays, porque constituem um risco à saúde pública que não encontra similar em nenhuma danceteria "não-gay", adivinhe: você é um reacionário homofóbico.

E, se você acha que um homem branco heterossexual tem tanto motivo para ter orgulho daquilo que é por nascimento quanto qualquer mulher, negro ou gay, adivinhe: você é um reacionário nazista maldito lazarento etc.

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O futuro é 1984?

Para quem não leu o livro "1984", de Geroge Orwell, aconselho sua leitura com urgência. Este livro é leitura obrigatória para quem quiser entender os perigos do totalitarismo e ajuda muito a entender a gravidade das denúncias aqui expressas.

Numa definição mais resumida:

"Duplipensar é a capacidade de guardar simultaneamente na cabeça duas crenças contraditórias, e aceitá-las ambas."

Duplipensar é o que é necessário para considerar justa e razoável a introdução de novas desigualdades e injustiças no sistema legal, transformando o que deveria ser uma luta por igualdade em uma contínua imposição de discriminações contra vítimas inocentes que tiveram o azar de nascer do sexo errado, da cor errada e da orientação sexual errada segundo os movimentos feminista, negro e gay.

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Arrow A verdade sobre os direitos das minorias

Hoje em dia não há mais qualquer direito que essas classes não tenham. Apesar disso, os movimentos feminista, negro e gay ainda não estão satisfeitos e querem garantir para os grupos que dizem representar mais e mais direitos que o homem branco heterossexual também não têm. E afirmam que "para haver igualdade, não pode haver igualdade", porque "se o homem branco heterossexual também puder usufruir destes direitos, então será mantida a opressão contra mulheres, negros e homossexuais".

Parece absurdo?

1) Releia a definição de "duplipensar" logo acima.

2) Confira as provas de minhas alegações logo abaixo.

Direitos que as mulheres têm e os homens não têm

O movimento feminista é de longe o mais pernicioso dos três.

Vejamos alguns dos privilégios que não podem ser estendidos aos homens porque "isso negaria as conquistas femininas".

Lei Mocinha e Bandido: Também conhecida como Lei Maria da Penha.

Não vou fazer aqui uma análise da Lei Mocinha e Bandido, nem de sua constitucionalidade, nem de sua suposta desejabilidade, porque os absurdos desta lei são tamanhos que cabe uma análise mais detalhada. Alguns outros exemplos de leis instituidoras de privilégios eu comentarei ligeiramente.

Lei Vá Treinar Para Morrer Por Mim:Também conhecida como Lei do Serviço Militar.

$ 2o As mulheres ficam isentas do Serviço Militar em tempo de paz e, de acôrdo com suas aptidões, sujeitas aos encargos do interêsse da mobilização.

Se a Lei Mocinha e Bandido é um exemplo de direito que as mulheres têm e os homens não têm, a Lei Vá Treinar Para Morrer Por Mim é um exemplo de um dever que os homens têm e que as mulheres não têm. Cadê as feministas exigindo "igualdade" no dever de prestar serviço militar obrigatório?

Lei Filhos da Mãe: Também conhecidas como as leis que instituem a licença-maternidade, o salário-maternidade e a extensão destes benefícios às mulheres que adotam crianças.

A Lei Filhos da Mãe falam em "proteção à família", mas todas as proteções são exclusivas para as mulheres e para as crianças, como se os homens simplesmente não existissem ou fossem irrelevantes para a família.

Na lei 8.213: Art. 18. O Regime Geral de Previdência Social compreende as seguintes prestações, devidas inclusive em razão de eventos decorrentes de acidente do trabalho, expressas em benefícios e serviços:

I - quanto ao segurado:

g) salário-maternidade;

Não existe salário-paternidade. Quando eu fiz a busca pela expressão "salário-paternidade" no Google, ele respondeu: "Você quis dizer salário-maternidade?"

A licença-paternidade é de 5 (cinco) dias.

As feministas dizem que a licença-maternidade tem que ser maior que a licença-paternidade porque a mulher precisa se recuperar do parto e amamentar a criança. Arrãm. Neste caso, o que justifica o dispositivo legal abaixo?

Ainda na lei 10.421: Art. 392-A. À empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança será concedida licença-maternidade nos termos do art. 392, observado o disposto no seu § 5°.

Não existe previsão de licença-paternidade para o homem que adotar uma criança, seja qual for a idade da criança. Por analogia à licença-paternidade, talvez seja de 5 (cinco) dias.

Mulher que adota não tem que se recuperar do parto nem tem que amamentar a criança. Sua condição é rigorosamente igual à condição do homem que adota. Cadê as feministas exigindo "igualdade"?

Para as mulheres, qual seria o problema de os homens terem uma licença paternidade com a mesma duração da licença maternidade? Não seria ótimo que o homem pudesse ficar em casa para auxiliar a mulher no período de recuperação do parto ao invés de deixá-la se virar sozinha? Não seria ótimo que ambos pudessem atender a criança quando ela chorasse de madrugada em dias alternados, permanecendo ambos razoavelmente descansados? Não seria ótimo que o pai pudesse curtir o filho recém nascido junto com a mãe? E não seria ótimo acabar com a principal desculpa de muitas empresas para não contratar mulheres?

Mas nããããão, as feministas dizem que "isso é conquista das mulheres, se os homens tiverem o mesmo direito então a conquista das mulheres perde o sentido". Baita revanchismo ressentido que causa prejuízos às mulheres, só não vê quem não quer.

Direitos que os negros têm e os brancos não têm

Estatuto da Desigualdade Racista: (LEI Nº 12.288, DE 20 DE JULHO DE 2010.) é um primor de legislação que estabelece que quem tem mais direitos é mais igual que os que tem menos direitos. Vou pegar só dois exemplos:
Art. 27. O poder público elaborará e implementará políticas públicas capazes de promover o acesso da população negra à terra e às atividades produtivas no campo.
Art. 28. Para incentivar o desenvolvimento das atividades produtivas da população negra no campo, o poder público promoverá ações para viabilizar e ampliar o seu acesso ao financiamento agrícola.
Art. 29. Serão assegurados à população negra a assistência técnica rural, a simplificação do acesso ao crédito agrícola e o fortalecimento da infraestrutura de logística para a comercialização da produção.

Peraí... e os italianos pobres e miseráveis que vieram da Europa praticamente só com a roupa do corpo, atraídos pela oferta oficial do governo brasileiro de terras para cultivar, de financiamento agrícola e de infraestrutura para a comercialização de suas safras no século XIX e que foram simplesmente abandonados pelo governo brasileiro, passando a viver em condições de trabalho escravo, com a única diferença que legalmente não podiam ser espancados, embora muitos de fato tenham sofrido tratamento de escravo?

Por que os descendentes dos italianos que sofreram as mesmas agruras que os negros sofreram não possuem os mesmos direitos dos descendentes dos negros que foram escravos? Será que os miseráveis brancos que circulam puxando carrinhos de coleta de papel e lata, que moram embaixo das pontes e estão se destruindo fumando crack são menos miseráveis que os miseráveis negros que fazem o mesmo?

Art. 35. O poder público garantirá a implementação de políticas públicas para assegurar o direito à moradia adequada da população negra que vive em favelas, cortiços, áreas urbanas subutilizadas, degradadas ou em processo de degradação, a fim de reintegrá-las à dinâmica urbana e promover melhorias no ambiente e na qualidade de vida.

Peraí...mas por que raios a população branca que "vive em favelas, cortiços e áreas urbanas degradadas ou em processo de degradação" não tem a mesma garantia de implementação de políticas públicas para assegurar o mesmo direito à moradia adequada?

O miserável que dorme abraçado em cachorros para não morrer de frio embaixo de pontes ou marquises sombrias, exposto ao vento e à chuva, sente menos frio se for branco do que se for negro? Sente sua dignidade menos violada se for branco do que se for negro? Merece menos apoio do Estado se for branco do que se for negro?

E as conseqüências do racismo oficialmente instituído já se multiplicam:

Cotas Racistas nas universidades e no serviço público - a escravidão terminou no século XIX.

É um absurdo completo, mas 123 anos depois da Lei Áurea o Brasil chama de "justiça social" o que não passa de racismo de sinal invertido.

Direitos que os homossexuais têm e os heterossexuais não têm

Do ponto de vista legal, ainda não há qualquer direito que os homossexuais tenham e que os heterossexuais não tenham, mas na prática os homossexuais usufruem de pelo menos um direito que os heterossexuais não usufruem: o direito de terem respeitadas as suas reivindicações de não discriminação por orientação sexual.

Segundo impõe o movimento gay, "heterofobia não existe". Ah, não? E a truculência com que os homens brancos heterossexuais foram tratados de modo generalizado no episódio da proposição do Dia do Orgulho Heterossexual em São Paulo mostrou o quê? Tolerância? Respeito?

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Mas atenção: estou falando em direitos, não em mimimimimi ideológico que diz que os homens brancos heterossexuais são os vilões da história. Eu mostrei exemplos positivados em lei, não mostrei blá-blá-blá ideológico. Choradeira coitadista não é argumento, é falácia ad misericordiam.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos começa com a seguinte frase:

"Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo,"

A DUDH não diz "todos menos os malvados opressores históricos", não diz "todos menos os homens brancos heterossexuais", não diz "todos menos os que os movimentos sociais organizados acharem que não merecem". Diz todos.

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O reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.

Se alguém lhe disser que "todos" não significa "todos" e que "iguais" não significa "iguais", lembre-se: isso é falso; isso é duplipensar; isso permite justificar qualquer injustiça em nome de um projeto autoritário de poder; isso é ideologia esquerdista travestida de Direitos Humanos.

http://arthur.bio.br/2011/08/19/direitos-humanos/os-movimentos-sociais-feminista-negro-e-gay-nao-defendem-direitos-humanos
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